Os debates sobre a NR-1, que trata sobre o bem estar e qualidade de vida dos trabalhadores no ambiente de trabalho, estão cada vez mais acalorados, já que em Maio, as empresas serão cobradas pelo Ministério do Trabalho sobre a saúde mental dos seus funcionários.
E embora essa norma regulamentadora não aborde questões de remunerações, o Salário Emocional pode contribuir indiretamente para o bem-estar emocional dos trabalhadores. Refere-se a benefícios "não financeiros" que impactam a satisfação do colaborador, como reconhecimento, propósito, ambiente saudável, flexibilidade e desenvolvimento profissional.
Aspectos fundamentais para uma melhor qualidade de vida, do ponto de vista físico e mental do indivíduo. a benefícios “não financeiros” que impactam a satisfação do colaborador, como reconhecimento, propósito, ambiente saudável, flexibilidade e desenvolvimento profissional. Aspectos fundamentais para uma melhor qualidade de vida, do ponto de vista, físico e mental do indivíduo.
Esse tipo de salário é uma espécie de bonificação referente a fatores motivacionais e emocionais oferecidos aos colaboradores de uma empresa que, aliados ao salário tradicional, auxiliam na melhoria do clima organizacional, e na motivação e desejo de permanecerem na instituição, diminuindo assim a rotatividade e alavancando a produtividade.
A instalação do Salário Emocional auxilia trazendo um tipo de recompensa estimulante para o indivíduo, através de benefícios agregados ao salário financeiro tradicional com registros na carteira de trabalho.
Temos como exemplo, os planos de academia e auxílio-creche para os filhos dos colaboradores, auxílio faculdade, pós-graduação ou MBA, cursos profissionalizantes diversos, viagens vinculadas a metas de produtividade, plano de carreira, programas de treinamentos, flexibilidade na jornada de trabalho, programas de bem-estar e lazer, promoção da qualidade de vida, programas de cuidado e prevenção com a saúde do colaborador, entre outros.
Ou seja, um plano de benefícios que auxilia no equilíbrio da vida pessoal e profissional.
Emocionalmente falando, esse pacote de benefícios aumenta a autoestima, promove e estimula o bem-estar, facilita a competitividade saudável e estimula o prazer por desempenhar atividades cotidianas. Sendo um dos objetivos do processo, trazer para o ambiente de trabalho a segurança plena diante de suas tarefas, motivando toda uma equipe e retendo os profissionais na instituição.
Uma das vertentes das grandes organizações que instituem o Salário Emocional é demonstrar a preocupação com o capital humano, criando estratégias que favoreçam a satisfação pessoal, melhorando inclusive, a comunicação interna de sua população produtiva.
Esse cuidado corporativo propicia o senso de pertencimento, a harmonia e o clima organizacional. Além de ajudar a reduzir os níveis de estresse e aliviar tensões, contribuindo para amenizar sintomas decorrentes de possíveis transtornos psíquicos que um colaborador possa estar sofrendo.
Afinal, um profissional satisfeito poderá contribuir muito mais com o desenvolvimento da organização, por se sentir parte de todo o processo. Quanto mais reconhecido, motivado, satisfeito com as oportunidades ofertadas, maior será a entrega e o desejo de fazer a diferença, agregando ainda mais valor à marca empregadora.
Enfim, o “Salário Emocional” estimula a necessidade de pertencimento dentro das instituições, além de auxiliar na construção de uma mentalidade subjetiva voltada para a busca do bem-estar, da motivação, do aprendizado e do desenvolvimento.
Assim, ganham ambas as partes, tanto colaborador, quanto empresa. O prazer, a criatividade, a autonomia, o desejo de pertencer, a alegria, a leveza, o domínio de suas emoções, a satisfação pessoal e a inspiração, sem sombra de dúvidas, passam a fazer parte do dia-a-dia do trabalhador, favorecendo o equilíbrio de sua saúde física e mental.
Dra. Andréa Ladislau é psicanalista.
| Período: Maio/2026 | ||||||
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| Atualizado em: 06/05/2026 13:00 | ||